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Feminicídio: mulher de 36 anos, de Guaratinguetá, é morta pelo companheiro em Taubaté

Jornal OVALE

1/6/20262 min read

Uma mulher de 36 anos, que já havia sobrevivido a uma tentativa anterior de feminicídio, foi morta a facadas dentro de um hotel na região central de Taubaté na tarde de domingo (4/1). O companheiro dela, de 40 anos, foi preso em flagrante e teve a detenção mantida pela Polícia Civil. O crime foi registrado como feminicídio, com agravante pelo descumprimento de medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 17h50 após uma funcionária do hotel, localizado na avenida Brigadeiro de Faria Lima, relatar gritos de socorro vindos de um dos quartos. No local, os policiais foram recebidos pelo homem, que teria admitido o crime ainda durante a abordagem.

No interior do quarto, a vítima, Monique Helena Gabriel Teodoro, moradora de Guaratinguetá, foi encontrada caída no chão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. Ela chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu. De acordo com a equipe médica, a mulher foi atingida por cerca de 20 golpes.

Companheiro

Sthephan Johansson Marciano foi levado ao plantão policial, onde confessou o assassinato. Em depoimento, ele alegou que o ataque teria sido motivado por ciúmes e por uma suposta traição. Familiares de Monique disseram que ela não queria o relacionamento e sofria ameaças do indiciado.

“O fato dele não aceitar que ela não queria viver com ele, ele começou a pressionar ela. Ele queria morar junto com ela, mas ela nunca quis”, contou uma tia de Monique, em entrevista ao portal G1.

"Eu sempre tive muita empatia por essas situações porque a gente nunca sabe do amanhã. Você fala assim: ‘Ah, não vai acontecer com a minha família’. Hoje está sendo com a minha família, amanhã a gente não sabe. A minha sobrinha foi mais uma vítima da grande violência que está acontecendo todo dia nesse país e alguém precisa fazer alguma coisa para mudar isso", finalizou a tia.

As investigações revelaram que Monique já havia sido vítima de uma tentativa de feminicídio em outubro de 2025, praticada pelo mesmo homem. À época, ela obteve medida protetiva, que estava em vigor e foi descumprida no dia do crime.

A faca apontada como instrumento do ataque foi apreendida e encaminhada para perícia. Testemunhas foram ouvidas, e o indiciado permaneceu preso. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, ressaltando a gravidade dos fatos, o risco à ordem pública e o histórico de violência doméstica. O caso segue sob investigação.

O corpo de Monique foi enterrado na segunda-feira (5) no Cemitério da Saudade, em Guaratinguetá.

O Sindicato dos Químicos se solidariza com os familiares da mulher assassinada e defende a redução imediata de toda forma de violência contra as mulheres.

Foto: Reprodução