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Exportações de insumos agrícolas bateu recorde com US$ 976 milhões em 2025
Fonte: Rural Notícias
1/22/20262 min read


O comércio exterior da indústria brasileira de insumos agrícolas terminou 2025 com um resultado histórico: as exportações do setor somaram US$ 976 milhões, alcançando a melhor marca dos últimos 14 anos e confirmando uma retomada consistente do desempenho externo do segmento.
O dado integra o levantamento do CropData, plataforma de dados da CropLife Brasil, e mostra também que o Brasil segue altamente dependente da importação de insumos, especialmente defensivos químicos.
Enquanto o avanço das exportações chama atenção pela relevância estratégica — afinal, o país não apenas consome insumos em escala global como também amplia sua presença no mercado internacional —, o balanço deixa claro que o agronegócio brasileiro continua operando com forte volume de compras externas: as importações chegaram a US$ 14,3 bilhões em 2025, indicando a dimensão da cadeia produtiva e o tamanho da demanda nacional por tecnologias e matérias-primas.
O principal destaque do levantamento é o novo recorde das exportações: US$ 976 milhões em 2025, valor que representa crescimento de 7% em comparação com 2024 e consolida o melhor resultado do setor desde o início da série considerada no relatório.
No detalhamento por segmentos, o desempenho foi sustentado principalmente pelos produtos químicos:
Químicos: 66% das exportações
Sementes: 27%
Bioinsumos: 7%
Na prática, isso reforça que o Brasil não é somente um grande consumidor de tecnologias agrícolas, mas também vem se posicionando para exportar parte relevante do que é produzido e formulado pela indústria nacional, especialmente dentro da categoria de químicos e sementes.
Importações chegam a US$ 14,3 bilhões
Do lado das importações, os números mostram um avanço expressivo em 2025, com US$ 14,3 bilhões em compras externas de insumos agrícolas. E o peso dos defensivos químicos é absoluto:
96,3% defensivos químicos
2,2% bioinsumos
1,5% sementes
Dentro desse recorte, a importação de químicos (incluindo matéria-prima industrial, produto técnico e produto formulado) chegou a US$ 13,8 bilhões, com alta de 15% em relação a 2024 — um incremento de US$ 1,8 bilhão no período.
China lidera como origem das importações
O levantamento também mostra que a China segue como a principal origem das importações, com US$ 6,0 bilhões, muito à frente de outros fornecedores internacionais.
Na sequência aparecem:
Índia: US$ 2,0 bilhões
Estados Unidos: US$ 1,6 bilhão
Além de liderar em valor, a China também é protagonista no volume e na participação por tipo de produto importado. Em 2025, os chineses representaram:
35% da matéria-prima
48% do produto formulado
54% do produto técnico que entrou no Brasil
Ou seja: mais do que um fornecedor, a China é um pilar do abastecimento brasileiro, sobretudo nos itens que sustentam a produção e formulação de defensivos no país.
Outro ponto importante observado no relatório é que 2025 manteve a tendência de retração nos preços unitários, influenciada pela maior participação de produtos genéricos nas compras externas.
No material, essa mudança é explicada como reflexo da expansão de defensivos formulados genéricos, impulsionando compras com custo médio menor — mas com volume maior. Essa combinação (preço menor + mais volume) ajuda a entender por que o setor avançou tanto em toneladas importadas, mesmo com dinâmica de mercado pressionando valores unitários.
Foto: Reprodução
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